segunda-feira, 25 de janeiro de 2016

Usuários temem maconha transgênica e com agrotóxico nos EUA

Eleitores americanos que nos últimos anos votaram para legalizar a maconha em seus Estados pensavam em criar novas fontes de receita para o governo, enfraquecer o tráfico de drogas e combater o estigma enfrentado por consumidores. Mas muitos usuários não contavam com um efeito colateral da medida: a absorção da erva pelo capitalismo.

Conforme a legalização da planta avança pelos Estados Unidos e investidores despertam para seu potencial econômico, usuários e pesquisadores tentam agora impedir que a maconha se transforme numa espécie de commodity agrícola, com variedades transgênicas, uso intensivo de agrotóxicos e poderoso lobby entre os políticos.



"Depois de tudo o que fizemos pela legalização, é frustrante ver o rumo que as coisas têm tomado", diz à BBC Brasil Larisa Bolivar, diretora executiva da Cannabis Consumers Coalition, uma organização de usuários da erva sediada no Colorado.

No fim de 2012, Colorado e Washington se tornaram os primeiros Estados americanos a legalizar o uso recreativo da maconha. Desde então, foram seguidos por Oregon, Alaska e pelo Distrito de Columbia (sede da capital Washington). O uso medicinal da erva já foi legalizado em 23 dos 50 Estados americanos.

Bolivar diz que, ao elaborar as regras que regem a produção e o comércio de maconha, políticos têm deixado os consumidores de lado e levado em conta apenas os interesses de empresas farmacêuticas e produtores da erva.

A indústria da maconha, como tem sido chamada, já conta até com representantes em Washington. Em 2014, a National Cannabis Industry Association, organização que representa o setor, contratou um lobista para atuar junto a congressistas, prática comum a grandes segmentos empresariais.


Agrotóxicos no pulmão

Laboratório detectou a presença de agrotóxicos em metade das amostras de maconha testadas
"A maconha já está se transformando numa commodity", diz à BBC Brasil o biólogo Mowgly Holmes, cientista chefe do laboratório Phylos Bioscence, em Oregon. Ele diz que, assim como a maioria dos fazendeiros que plantam milho ou soja em larga escala, vários produtores de maconha estão recorrendo a práticas do agronegócio, como o uso de pesticidas para aumentar a produtividade.

Holmes publicou em junho um estudo sobre a presença de agrotóxicos na maconha vendida legalmente em Oregon. A pesquisa detectou as substâncias em quase a metade dos produtos testados, inclusive em alguns cujos rótulos diziam ser orgânicos. Em alguns casos, o nível de agrotóxicos excedia o limite permitido para outros produtos agrícolas.



Holmes afirma que fumar produtos com agrotóxicos é ainda mais arriscado do que ingeri-los, já que as substâncias entram na corrente sanguínea sem que antes sejam metabolizadas pelo sistema digestivo. No ano passado, a cidade de Denver (Colorado) interditou seis estufas de maconha ao flagrar o uso de pesticidas impróprios para uso em produtos voltados ao consumo humano.

Cabe à agência ambiental americana (EPA, na sigla em inglês) definir as regras para o uso de agrotóxicos em alimentos nos Estados Unidos. Porém, como a legalização da maconha tem sido promovida por Estados, à margem da legislação federal, a agência não elaborou diretrizes para o uso de agrotóxicos na produção da erva.

Segundo Holmes, a ausência de regras faz com que muitos produtores de maconha estejam aplicando pesticidas sem saber dos riscos. Ele defende que os Estados restrinjam o uso de agrotóxicos em pés de maconha a produtos com toxicidade mínima, aceitos até no cultivo de orgânicos.


Maconha transgênica?

Em outra frente, o laboratório de Holmes se uniu ao filogeneticista Rob Desalle, do Museu Americano de História Natural, para fazer o sequenciamento do genoma de milhares de tipos de maconha. O pesquisador diz que a planta, domesticada por humanos há cerca de 10 mil anos, possui variedades "incrivelmente diversas e complexas".

Segundo Holmes, o estudo busca criar um banco de dados e impedir que empresas tentem patentear variedades em circulação. Outra preocupação, diz o pesquisador, é evitar que gigantes do agronegócio passem a dominar o setor, produzindo maconha transgênica e reduzindo a variedade atual.

"Estamos muito preocupados em proteger a diversidade e os pequenos produtores", ele afirma.
Por enquanto, não há informações sobre o desenvolvimento de variedades transgênicas de maconha. Segundo Holmes, grandes empresas do setor, como a Monsanto, só esperam um afrouxamento da legislação federal para atuar na área, o que para ele deverá ocorrer dentro de dois ou três anos.

A Monsanto afirma em seu site que não "trabalhou e não está trabalhando com maconha transgênica".
A farmacêutica alemã Bayer, que também desenvolve sementes transgênicas, já produz medicamentos à base de maconha. Consultada pela BBC Brasil, a empresa disse não ter planos de desenvolver produtos agrícolas relacionados à erva.


Nova indústria do tabaco

Cada Estado americano a legalizar a maconha adotou um modelo diferente. Enquanto as leis em Colorado e Oregon, por exemplo, permitem que lojas vendam a erva e encorajem agricultores a cultivá-la, na capital Washington o consumo deve se restringir à produção em pequena escala dos próprios usuários. Estados que pretendem legalizar a substância têm considerado as diferentes experiências em seu planejamento.

Uma comissão que elaborou uma proposta para a legalização do uso recreativo da maconha na Califórnia aconselhou os legisladores a criar um modelo que "previna o surgimento de uma indústria da maconha grande e corporativa dominada por um grupo pequeno de participantes", como ocorreu com o setor tabagista. Grupos que se opõem à regulamentação da erva passaram a ecoar os argumentos. Para a organização Grass is not Greener, ao se fortalecer, o a indústria da maconha poderá querer propagandear seus produtos para crianças.



A National Cannabis Industry Association não respondeu um pedido de entrevista da BBC Brasil sobre as preocupações de pesquisadores e consumidores com os rumos do setor.
Analistas dizem considerar improvável, no entanto, que a indústria siga os mesmos passos das empresas de cigarro.

Especialista em políticas sobre drogas, o articulista Christopher Ingraham comparou no "The Washington Post" dados sobre a venda de maconha em Colorado e o consumo de tabaco.
Ele diz que, enquanto um grupo proporcionalmente pequeno e cativo de usuários responde pela maioria das vendas de maconha, os lucros das empresas de cigarro dependem de um público menos concentrado, o que requer estratégias comerciais e publicitárias mais abrangentes.

Para Larisa Bolivar, diretora executiva da Cannabis Consumers Coalition, o mais provável é que o setor se desenvolva como a indústria cervejeira, com grandes empresas convivendo com produtores artesanais. "Acho que daqui a alguns anos teremos grandes marcas de maconha, como a Budweiser no caso das cervejas, competindo com variedades orgânicas vendidas por microprodutores em lojas 'boutique'", ela diz.


FONTE: BBC Brasil

Depopulação - AIDS e Outras Doenças Criadas Intencionalmente

A revista Nature, após muito debate e atraso, na quarta-feira publicou um artigo no qual cientistas descrevem como eles modificaram uma parte da mortal "gripe aviária" H5N1 para vírus se tornar mais transmissível em mamíferos.

A pesquisa, liderada por Yoshihiro Kawaoka, da Universidade de Wisconsin, foi um dos dois experimentos que um federal advisory panel solicitaou à revista para adiar a publicação porque os jornais podem fornecer um guia de "como fazer" para terroristas. O painel mais tarde abandonou as suas objeções depois que ficou claro que os vírus modificado, ficou menos transmissível do que se temia.




Desde que surgiu em Hong Kong em 1997, a gripe H5N1 já matou milhões de galinhas e aves, principalmente na Ásia. As pessoas raramente são infectados, mas quando isso acontece, eles são propensos a morrer. Desde 2003, houve 602 casos humanos e 355 mortes .

No laboratório, Kawaoka começou com uma cepa H5N1 que matou várias pessoas no Vietnã em 2004. Ele isolou o gene "hemaglutinina", que é mais responsável por contágio. Ele colocou nele duas mutações que permitem que o vírus da gripe se fixar mais facilmente nas células da garganta de uma pessoa.

Ele, então, combinou o gene modificado com o gene "normal" da estirpe de H1N1, que causou a pandemia de gripe humana em 2009. Duas outras mutações da hemaglutinina apareceram durante experimentos de laboratório em furões - que estão em estudos para as pessoas em gripe - foram infectados com o vírus.




Juntas, as quatro mutações do vírus modificado o tornou transmissível através do ar, embora não matou os furões infectados, ou mesmo tornou -os muito doentes. Se o vírus "selvagem" da gripe das aves contendo estas mutações seria tanto contagioso e mortal não se sabe.

A pesquisa, liderada por Yoshihiro Kawaoka, da Universidade de Wisconsin, foi um dos dois experimentos que um painel consultivo federal havia feitas revistas para adiar a publicação porque os jornais podem fornecer um guia de como fazer para terroristas ou travessuras decisores. O painel mais tarde abandonou as suas objeções depois ficou claro que os vírus de engenharia, foram menos virulentos do que se temia.

Desde que surgiu em Hong Kong em 1997, a gripe H5N1 já matou milhões de galinhas, principalmente na Ásia. As pessoas raramente são infectados, mas quando isso acontece, eles são propensos a morrer. Desde 2003, houve 602 casos humanos e 355 mortes .

No laboratório, Kawaoka começou com uma cepa H5N1 que matou várias pessoas no Vietnã em 2004. Ele isolou o gene para "hemaglutinina", que é mais responsável por contágio. Ele colocou nele duas mutações que permitem que o vírus da gripe para anexar mais facilmente para as células na garganta de uma pessoa.

Ele, então, combinado que adulterada gene com o "normal" genes da estirpe de H1N1 de combustão que causou a pandemia de gripe humana em 2009. Dois mais mutações em hemaglutinina apareceu durante experimentos de laboratório e depois de furões - que estão em estudos para as pessoas em gripe - foram infectados com o vírus.




Juntas, as quatro mutações do vírus fez engenharia transmissível através do ar, embora não matou os furões que capturados, ou mesmo torná-los muito doente. Se "selvagem" do vírus da gripe das aves contendo deles seria tanto contagiosa e mortal não é conhecido. No entanto, o experimento deu aos cientistas uma idéia do que mutações podem fazer - que era o objetivo da pesquisa desde o início.

Uma das mutações já é generalizada em cepas de H5N1 que circulam no Oriente Médio. Algumas dessas estirpes também transportar uma mutação num gene diferente, que torna o crescimento em células humanas mais fácil. "Estes vírus podem estar vários passos mais perto da capacidade de transmissão eficiente em humanos e são motivo de preocupação", Kawaoka e seus colegas escreveram em seu artigo da Nature.

Um segundo estudo, pelo cientista holandês Ron Fouchier AM, que fez um vírus da gripe mais contagiosa das aves através de outros métodos, aguarda publicação na revista Science.

A National Science Advisory Board de Biossegurança, um painel de peritos independentes que assessora o governo federal, em dezembro pediu aos dois periódicos para adiar a publicação dos documentos, enquanto pesquisadores e governos pensaram sobre como lidar com esse tipo de pesquisa. No final de março o conselho olhou para os experimentos mais de perto e disse que não mais opõe publicação.



FONTE: Anti Nova Ordem Mundial

domingo, 24 de janeiro de 2016

Vacina usada como remédio pode até matar

Remédio ou veneno? Uma substância extraída de um sapo da Amazônia vem sendo usada como um suposto remédio pra várias doenças. Só que na verdade pode até matar. A polícia investiga quem está por trás desse comércio proibido, como mostra agora o repórter Marcelo Canellas.

Maravilha curativa? “O kamboa é um depurativo da limpeza do sangue, da pele, corta tipo de diabetes, colesterol, problema de doenças infecciosas. Ele vai curando tudo”, explica o ambulante José de Sousa. Ou um veneno mortal? “Ele tomou o negócio e, em um minuto ou dois, ele passou mal, foi para o banheiro, evacuou e enfartou no banheiro, lembra uma testemunha.



Uma substância retirada de um anfíbio da Amazônia - usada pelos índios em rituais xamânicos e pelos caboclos como remédio - foi proibida pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Conhecida como vacina do sapo, ela é objeto de uma investigação policial que envolve contrabando, biopirataria e até a morte de uma pessoa.
Estivemos no oeste do estado do Amazonas, a caminho de Atalaia do Norte. No local não há quem ao menos não tenha visto os poderosos efeitos da vacina do sapo.

“Já vi, mas não tive coragem, porque a pessoa passa mais de vinte minutos fazendo efeito, o negócio lá”, diz o taxista Raimundo Falcão. Ele conta que já levou muita gente ao local.
O táxi nos leva a um aldeamento dos índios marubos. Eles acabam de chegar da mata. Eis o famoso kambô, kampô ou kamboa, como é chamado dependendo da região da Amazônia, cujo nome científico é philomedusa bicolor. “Ele tem hábito noturno, então de dia parece que fica meio molinho. Os índios amarram as patas do bichinho e o esticam entre duas estacas.



O pajé raspa levemente o corpo do animal para extrair o veneno. Ao fim da retirada, os índios devolvem o bicho à mata. A substância pastosa é colocada numa palheta de madeira. Os marubos tomam a vacina desde cedo. O pajé usa um pedaço de cipó incandescente para queimar a pele do garoto. Depois, aplica a secreção diretamente na queimadura. O veneno entra na corrente sanguínea e começa a agir. Sabendo que vai passar mal em poucos segundos, o garoto corre para a beira do rio. A irmã dele, Neidilene Marubo, tenta ajudá-lo. “Ele está se sentindo tonto. Sente a cabeça rodando e dá vontade de vomitar”, conta.

Em seguida, é ela quem toma a vacina. “Tenho medo, mas tem que tomar para tirar a preguiça e poder trabalhar”, diz Neidilene. Eles acreditam em poderes mágicos. Tomando a vacina, os homens se tornam caçadores hábeis. As mulheres ganham destreza para o artesanato.
E todos sentem o mesmo desconforto. São poucos minutos e o efeito é quase imediato. 

Apesar desse sofrimento todo, os índios vivem assediados por gente que vem de longe em busca da secreção. Horácio Marubo de Oliveira revela: “Já veio gente de vários lugares, estrangeiros”. “Nos preocupa muito na Funai a venda desse conhecimento agregado também, o conhecimento xamânico do povo marubo, como vocês estão aqui entrevistando eles”, afirma o coordenador regional do Vale do Javari Bruno Pereira. A Funai já recebeu dezenas de denúncias: estrangeiros estariam comprando o veneno do kampô em várias partes da Amazônia.




Fantástico: O estado brasileiro teria como fiscalizar isso e impedir a retirada dessa substância?
Bruno: É como procurar uma agulha num palheiro. Qualquer turista com acesso a essa região pode chegar aqui facilmente e conseguir um mateiro, independente de ser índio ou não, e ter acesso ao sapo.

No Acre, o assédio é sobre os kashinawás. Quem os procura? “Eles são brancos, altos e outra língua, a pessoa não entende a língua deles. Vêm à procura da palheta com o veneno. E vêm outras pessoas pra traduzir a língua deles”, conta o agente de saúde Nonato Kashinawá.
Só na aldeia dele, já saíram muitas palhetas. “Venderam mais de cem palhetas já”.

Tudo por causa da fama nunca comprovada de remédio potente capaz de curar da dor de cabeça ao diabetes. É justamente esse mistério que envolve as supostas propriedades medicinais da vacina do sapo que atrai pessoas de outras regiões do Brasil e até do exterior. A Polícia Federal monitora o movimento de estrangeiros que estariam assediando índios e caboclos em busca da secreção extraída do animal.



Com a ajuda da Embrapa, que desenvolveu um método para identificar a secreção, os peritos conseguiram analisar o material apreendido. “Todas, até o momento, que chegaram com a suspeita, ela foi confirmada. Era a vacina, a secreção da philomedusa bicolor”, afirma o perito da PF César Silvino Gomes. A investigação corre sob sigilo, mas a polícia já ouviu as primeiras testemunhas. “Algumas pessoas, inclusive estrangeiros, que estariam extraindo produtos oriundos do sapo. Há notícias de que essas pessoas estariam, inclusive, enviando ao exterior esse material”, conta a delegada Anne Vidal Moraes. Qual a razão dessa procura? Quais seriam os efeitos medicinais de uma substância tão agressiva?

O biólogo do Instituto Butantan de São Paulo Carlos Jared esclarece: “Vacina do sapo! Eu sempre falo: não tem outro nome de falar, mas é totalmente errado. Porque não é vacina. E também não é sapo”.

O professor explica que o kampô é, na verdade, uma perereca. E que a secreção que ela libera é um veneno com centenas de componentes. “Você tem um monte de contraindicações que seriam as substâncias do caldeirão da bruxa, que é a glândula de veneno da perereca. Tem substância que causa vômito, que causa diarréia, e outras tantas substâncias, que é exatamente o problema, que não se conhece. Esse caldeirão da bruxa é muito pouco conhecido”.

Cruzeiro do sul, Acre. Campus da Universidade Federal. Um pesquisador estuda o kampô há sete anos. O biólogo Paulo Sérgio Bernarde é fascinado pela philomedusa bicolor.
“Tem umas ventosas, almofadas digitais. Praticamente ele escala”, explica.

Para ele, a aplicação medicinal da vacina ainda é um mistério: “Nós não sabemos ainda, cientificamente, qual é o benefício da aplicação do veneno bruto em uma pessoa”. O professor já tomou dez doses da vacina. “A primeira vez foi curiosidade científica. Eu tinha que experimentar”, explica Paulo Sérgio. Ele está indo tomar sua décima primeira. E, desta vez, vai monitorar seus batimentos cardíacos.



“O batimento cardíaco está 76. Esse vai ser o melhor indicativo para gente ver a alteração durante o processo. Ele vai queimar a minha pele no ombro. Ele coloca bem no local dos pontos das queimaduras. Agora a reação vai ser praticamente imediata. A gente já percebe que tem alguma coisa estranha no corpo. Você sente um calor agora percorrendo o corpo, O batimento cardíaco foi para 117. Agora começou a outra parte também desagradável da aplicação, que é uma dor no estômago. Eu devo estar vermelho, o olho deve estar ficando vermelho, inchado. A dor  na região do estômago  está aumentando. Como se o corpo inteiro formigasse”, descreve o professor.

Só vinte minutos depois os batimentos cardíacos começam a cair. “Está 100, está voltando ao normal”. Não deixa de ser muito estranho que as pessoas procurem tanto isso para passar tão mal. O professor completa: “Eu até brinco: nos primeiros cinco minutos você pensa que vai morrer, com dez minutos, você tem certeza!”

Em Pindamonhangaba, no interior de São Paulo, a morte veio de verdade. “Chamaram o resgate e ele morreu lá mesmo. Quando o resgate chegou ele já estava morto”, lembra uma testemunha. O irmão deste homem morreu em 2008, minutos depois de receber a vacina. Quem aplicou foi um comerciante que trouxe uma palheta do Acre. “Diz que sarava colesterol, diabetes, até câncer. Na hora que ele teve a aplicação e começou a acelerar o batimento cardíaco dele”, conta.

O comerciante foi embora da cidade. Denunciado por curandeirismo, e com direito de permanecer em liberdade, ele ainda está sendo processado. Embora a necropsia não tenha detectado nenhuma substância estranha no corpo da vítima, a polícia acredita que foi a vacina que a matou.



“Não pelo veneno, mas sim pelos efeitos. Se ele tivesse uma pré-doença, uma pré-doença cardíaca, e ele tem o aumento significativo da pressão e do batimento cardíaco, isso pode levar a um infarto, que foi a causa indicada como morte”, explica o delegado Vicente Lagioto.
“O kambô é milenar e ocorreu uma morte. E a gente não reclama das mortes que acontecem todos os dias nos hospitais. Acho que a proporção é injusta falar que o kambô gerou uma morte”, diz um psicoterapeuta. Quem defende a aplicação da vacina do sapo como método da chamada medicina da floresta é o terapeuta Amir El Aouar. “Eu não sou médico. Eu sou psicoterapeuta de formação na linha transpessoal, da psicologia transpessoal, que é uma coisa pouco conhecida no Brasil, mas largamente difundida no mundo afora”, explica Almir.

Ele nos recebe numa casa ampla, na Vila Madalena, Zona Oeste de São Paulo. “Eu não só recomendo como faço uso e sinto os benefícios. Justamente por sentir esses benefícios é que eu recomendo”. Amir diz que elimina os riscos ao monitorar pessoalmente os pacientes: “A capacidade no âmbito psicoterapêutico e uma avaliação através de perguntas se a pessoa está usando determinado tipo de medicamentos, a gente já não corre o risco”.

E nos apresenta dois aplicadores de kampô, que vieram do Acre: Francisco e Francisca. Todos sabem que a Anvisa proibiu a venda da vacina do sapo, no que dizem estar de acordo.
“Ocorreu de venderem uma palheta de kambô a R$ 18 mil aqui. Já aconteceu isso, e a gente não admite esse tipo de coisa”, diz Almir.

E, para não infringir as regras da Anvisa, propõe demonstrar a aplicação em uma pessoa conhecida. A atriz Anna Fecker é nora de Francisco e Francisca. Ela já tomou a vacina várias vezes. “O kambô vai buscar no seu organismo o que está errado e aí ele vai consertando, entendeu?”. Sob a supervisão de Amir, Anna toma uma dose. “As pessoas confundem o passar mal com essa reação, que a é uma reação natural do tratamento”, esclarece o terapeuta.



Depois, o próprio Amir recebe a sua. “Sagrada medicina cura. Minha mão já começa a formigar. Sagrada medicina cura, desvela o ser e cura”, canta. Com o complemento do rapé e de um colírio feito com uma raíz da Amazônia. Em Brasília, a Anvisa informa que, não apenas o comércio, mas o uso terapêutico de uma substância sem registro oficial é proibido.

“O que a legislação sanitária prega é que qualquer insumo que você não tenha conhecimento da procedência dele, que não tenha nenhuma garantia da eficácia terapêutica, a recomendação é de que não seja utilizado”, explica José Agenor Alvares da Silva, da Anvisa.

Perguntado se não tem receio de, ao recomendar a pacientes em São Paulo, ele possa estar cometendo alguma ilegalidade em função dessas proibições, Almir esclarece: “Na verdade, eu, particularmente, não recomendo que seja feito a aplicação aqui em são Paulo. Eu recomendo que ela seja feita no Acre”.

Para a polícia de São Paulo, qualquer terapia que use a vacina do sapo está fora da lei.
“Às vezes, para a população se vende assim: esse produto é natural, então eu posso tomar, isso não vai fazer mal para mim. E não é assim. Na natureza, essa substância tem uma função de veneno”, alerta o delegado Vicente Lagioto.


FONTE: G1 Globo

Falsos produtos orgânicos se espalham pelo país; saiba como evitá-los

Sabe aquele tomatinho orgânico que você comprou outro dia? Ele pode não ser orgânico coisa nenhuma — e, como isso tem acontecido com uma frequência cada vez maior, a Sociedade Nacional de Agricultura vai lançar uma campanha em que alerta os consumidores sobre o crescimento desses falsos produtos.




Aliás e a propósito

O mote do programa é: os consumidores devem exigir o selo do governo brasileiro que certifica os produtos realmente orgânicos. “Se não tiver o selo é porque não há garantia alguma da procedência”, diz Sylvia Wachsner, da equipe de coordenadores da Sociedade Nacional de Agricultura. Há, ao todo, 11.650 produtores certificados em todo o país.


FONTE: O Globo

sábado, 23 de janeiro de 2016

Carne e leite de animais clonados deverão ser vendidos sem rótulo

De acordo com fontes oficias da Comunidade Europeia, carne e leite de crias de animais de quinta clonados deverão estar à disposição do consumidor completamente desprovidos de rótulos que identifiquem sua origem e qualidade. As propostas, que deixarão as famílias completamente no escuro sobre o que estão comendo e bebendo, foram assinadas no dia 18 de dezembro de 2013 em uma movimentação sem precedentes que se tornou polêmica nas voes dos grupos de defesa do consumidor.



A ideia de clonar animas para consumo humano pode, à primeira vista, parecer bizarra e próxima da ficção científica, no entanto, já é possível que carnes e leite de crias de animais clonados estejam sendo importados para a Europa dos EUA e outros países na frente de distribuição como a Argentina. Além disso, já há relatórios de animais clonados estarem em testes no Reino Unido para produção em massa de leite desde 2008.

Há 3 anos, se tornou de conhecimento geral que um escocês havia comprado dois touros, crias de clones e que depois foram misturados reprodutivamente com 92 vacas leiteiras Holstein. Inicialmente, ele planejou vender o leite no Reino Unido, no entanto, a movimentação de grupos de defesa do consumidor levou a que quase 40 vacas fossem mortas, mas não a tempo de evitar a exportação de 30 delas para Portugal. 



O corpo de investigação para o consumidor europeu, BEUC, condenou qualquer proposta que não exija a devida rotulagem de produtos alimentares advindos destas cria de animais clonados. Muitas experiências com  clonagem no passado, demonstraram a associação desta alimentação com o risco elevado de abortos espontâneos e órgãos com más formações em fetos. Também o gigantismo revelou ser um problema presente sendo que as crias nasciam tão grandes que tinham que ser removidas por cesariana. Alguns animais, incluindo o clone original e a famosa ovelha Dolly, e que foram criados pelo Instituto Roslyn na Escócia, sofreram de artrite precoce paralisante.

Em 2008, o Grupo Europeu para a Ética na Ciência e Novas Tecnologias expressou suas profundas dúvdas sobre a clonagem de animais para consumo humano justificando que o “sofrimento envolvido devido as doenças e problemas de saúde eram preocupantes“. Por outro lado, a britânica FSA (Food Standards Agency) demonstrou em sondagens cuidadas que a esmagadora maioria dos consumidores se opunham ao consumo de “alimentos clonados” devido a questões dos direitos dos animais ou preocupações sérias com a saúde humana. Se a clonagem é permitida, as pesquisas mostram que as pessoas exigem que a carne e o leite dessa origem sejam devidamente rotulados.



As novas propostas da Comissão Europeia baniria então, alimentos de origem clonada, no entanto, e, como não existem formas de controle de animais clonados com grane facilidade, as grandes corporações ultrapassam esta diretriz. A supracitada BEUC, condenou qualquer proposta que não inclua a rotulagem devida, mas é aqui que surge o problema técnico que vai permitir a entrada destes alimentos no consumo regular.

“Tanto quanto sabemos a clonagem para consumo humano não é usada na União Europeia. No entanto, as importações – essencialmente de carne – vinda dos EUA, Brasil e Argentina, podem perfeitamente já serem de origem de crias de animais clonados“.

Sem rotulagem efetiva e fiscalização funcional, os consumidores europeus não têm qualquer conhecimento sobre a verdadeira origem de seu bife americano, ou carne da Argentina. Proceder ao rastreamento destas carnes é impossível, já que não existem registros nesses países.

Se a Europa está à mercê destes alimentos, o mínimo que os consumidores merecem é que exista indicação disso mesmo na rotulagem. Uma esmagadora quantidade de consumidores, 83% disse um claro NÃO à carne e ao leite de animais clonados. Se assim foi, não percebemos o porquê ainda está em debate toda esta loucura.


FONTE: Apocalipse News

Coca-Cola Brasileira tem Maior Taxa de Produto Cancerígeno no Mundo

A Coca-Cola comercializada no Brasil contém a maior concentração do 4-metil-imidazol (4-MI), produto presente no corante Caramelo IV e classificado como cancerígeno nos Estados Unidos, de acordo com informações da assessoria de imprensa do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec).



Conforme o Idec, a Coca-Cola do Brasil tem nove vezes mais o limite diário de 4-MI estabelecido pelo governo da Califórnia, que fixou a quantidade máxima de consumo diário de 39 ml do refrigerante por dia. Nos EUA, a empresa alterou a fórmula do produto para diminuir a concentração do 4-MI, segundo o jornal britânico Daily Mail. No Reino Unido, ativistas favoráveis a uma alimentação saudável para crianças querem que a empresa tome a mesma medida.

De acordo com o levantamento, o refrigerante vendido no Brasil contém 263 cmg do corante em 350 ml. Na Coca-Cola vendida no Quênia, que ficou na segunda posição, há 170 cmg para cada 355ml. A pesquisa, realizada pelo Centro de Pesquisa CSPI (Center for Science in the Public Interest, em inglês), de Washington testou a quantidade da substância nas latas vendidas também no Canadá, Emirados Árabe, México, Reino Unido e nos Estados Unidos. Procurada, a empresa ainda não se manifestou sobre a pesquisa.



Procurada, por meio de nota a Coca-Cola respondeu que a quantidade do 4-MI presente no corante caramelo utilizado nos produtos é "absolutamente segura" e que os índices do ingrediente apontados em amostra brasileira pela pesquisa estão dentro dos padrões aprovados pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

A empresa afirmou ainda que não vai alterar sua fórmula e que mudanças no processo de fabricação de qualquer um dos ingredientes, como o corante caramelo, não tem potencial para modificar a cor ou o sabor da bebida. "Ao longo dos anos já implementamos outras mudanças no processo de fabricação de ingredientes, no entanto, sem alterar nossa fórmula secreta", diz a nota.

Conforme a empresa, ela se orienta por evidências científicas sólidas para garantir que os produtos são seguros e a Coca-Cola Brasil produz bebidas rigorosamente dentro das normas e observando as regras sobre quantidades e ingredientes recomendadas. 'O elevado padrão de qualidade e segurança dos nossos produtos permanece sendo nossa mais alta prioridade", completa.


FONTE: Anti Nova Ordem Mundial


quinta-feira, 21 de janeiro de 2016

Brasil pode virar Grécia da América Latina, diz vice do Itaú

Se o ajuste fiscal e as reformas não forem mais drásticas neste momento, o Brasil pode se se tornar a Grécia da América Latina. E nós não queremos que isso aconteça", disse Ricardo Villela Marino, vice-presidente executivo e membro do conselho do Itaú Unibanco, nesta quinta-feira (21), à Bloomberg.




Em entrevista durante o Fórum Econômico Mundial, em Davos (Suíça), Marino também disse que as dificuldades de mercado encontradas na América Latina podem criar oportunidades de aquisições. “Todas as grandes aquisições e movimentos que temos feitos ocorreram durante tempos de crise”, disse Marino.

"Se o ajuste fiscal e as reformas não forem mais drásticas neste momento, o Brasil pode se se tornar a Grécia da América Latina. E nós não queremos que isso aconteça", disse Ricardo Villela Marino, vice-presidente executivo e membro do conselho do Itaú Unibanco, nesta quinta-feira (21), à Bloomberg.


De acordo com o executivo, o banco estaria particularmente interessado em um banco privado focado nos clientes da América Latina..


Além do Brasil

O Itaú busca diversificar na América Latina, para além de seu país natal. Marino disse que o Itaú Unibanco espera que 20% de sua carteira de empréstimo seja gerada fora do país na América Latina, assim que o Itaú completar a fusão com o chileno Corpbanca.

“Nós estamos muito líquidos na Argentina e estamos vendo como usar melhor nosso capital e liquidez”, disse o vice-presidente executivo.

Em relação ao México, Ricardo Villela Marino disse que, apesar do país ser estrategicamente importante, o seu mercado é consolidado e o Itaú não irá pagar em excesso para se expandir lá.


FONTE: Noticias Terra