terça-feira, 6 de março de 2018

Macron se compara a deus todo-poderoso

Diferentemente da presidência “normal” de François Hollande (2012-2017), Macron, ainda em campanha eleitoral, dizia que a França necessitava de chefe de Estado “jupiteriano”, em referência a Júpiter, deus todo-poderoso que governa a terra, o céu e todos os demais deuses na mitologia romana. 



Ao mesmo tempo, nestas oito semanas de poder, o presidente multiplicou ações de demonstração de um presidente próximo da população, cool e moderno, seja jogando tênis em cadeira de rodas, lutando boxe com luvas num evento pela candidatura de Paris às Olimpíadas ou descendo pelo cabo de um helicóptero para visitar um submarino nuclear. Para a conselheira em estratégia de opinião Anne-Claire Ruel, Macron atua na “dialética do sagrado e do profano, do próximo e do distante, com a monarquia republicana de um lado e, do outro, o homem que anda de bicicleta e está perto das pessoas”.

Macron recorreu aos símbolos desde sua posse, quando discursou diante da pirâmide do Museu do Louvre após uma marcha solitária ao som da Nona Sinfonia de Beethoven. Inovou ao se pronunciar diante do Congresso reunido no Palácio de Versalhes, mesmo local escolhido para receber o presidente russo, Vladimir Putin. A recepção ao chefe de Estado americano, Donald Trump, foi organizada no monumento dos Invalides, onde repousa Napoleão Bonaparte.


FONTE: O Globo

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